Mas é que às vezes eu fico quieta , calada, pensativa. Não que eu esteja triste, é que simplesmente gosto. Eu penso muito, oscilando entre coisas interessantes e outras que não valeriam o esforço de pensar. Às vezes eu sou chata por esporte, outras eu apenas não suporto nenhuma presença, nenhuma brincadeira besta, nenhuma piada ridícula. Às vezes boneca, outras vezes menina de metal, às vezes bruxa, quase sempre fada. As pessoas pensam que me conhecem porque sabem meu nome, minha idade, minha paixão por sorvetes e outras coisas, mas isso não define quem sou, apenas fazem parte de mim. Delicada, estressada, boba, menina, livre... Fico viajando em alucinações que somente eu sou capaz de entender, presa no meu mundo particular, que é indivisível, que é inexplorável, que é meu. Eu tenho problemas simples, outros que me custam o sono, algumas vezes eu esqueço, facilito, outras eu enlouqueço, me venço. Na maioria das vezes, dos traumas e decepções, fechar o coração e colocar os fones de ouvido embriagados de músicas é a minha única e melhor de todas as soluções. Quem está fora de mim dificilmente me entenderá. Essa é uma das razões pelas quais não costumo acreditar em todo sentimento de compaixão. No mais, eu tenho me saído bem, bem melhor do que podia imaginar. Mas confesso, em certos momentos eu fecho os olhos e ainda me pergunto: Por que mesmo eu queria tanto crescer ? #FATO.
By: Hellen Reylla .

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