
Lembra como a gente se conheceu ? Era noite, ao pé da escada, todos sentados ouvindo uma história de vida incrível, sem pausas, apenas boa de ouvir. Você me falou do mundo, do seu mundo, me matou em alguns momentos com sua sinceridade impecável, me fez rever meus motivos, meus medos e com calma e jogo de cintura foi me mostrando que os problemas do mundo são muito mais sérios que as desilusões da vida, da minha vida. Incrível, amizade construída aos poucos, com delicadeza, com afeto, com amor, todo amor. Nasceu então a história da rosa e do Pequeno Príncipe. Eu sua delicada flor, você, o guardião que iria me proteger contra todos os perigos, de todos os carneiros que tentavam se aproximar da redoma de vidro. Com diferenças notáveis e semelhanças que aproximavam, aperfeiçoavam. Amizade de verdade, sem enfeites, sem cobrança. Você como sempre, rindo das minhas histórias, brincando com meu riso, sendo moleque junto a mim, apostando tudo, encarando tudo, até as situações mais estranhas e ridículas. Quem mais comeria meu chocolate preferido de cabeça para baixo além de você ? Sinceramente, descobri que posso ser bruxa e fada ao teu lado, você se irrita, mas ignora, passa por cima, não sai de perto. Como me disse uma vez, não nascemos do mesmo útero, mas nos encontramos nos mesmos objetivos, nas utopias da vida, nos pequenos milagres que não passam despercebidos. Amo você. Por que ? Quem sabe ? Talvez por ter me encontrado antes de todo mundo. Talvez por atender as minhas expectativas dentro de uma amizade. Talvez pela segurança de saber que você vai e volta e o carinho permanece imutável. Talvez porque nas minhas lágrimas mais bobas estás comigo, nas mais doídas também. Talvez porque você se afasta para ver como resolvo certos problemas, e aplaude quando a atitude é sensata, acende a vela na escuridão em que me perco. Talvez porque entre todos eu seja pra ti a contradição de força e delicadeza. Não sei. São infinitas explicações e nenhuma me convence. No mais, amo porque acredito em você, porque essa amizade, essa cumplicidade, essa irmandade é divina. Te fiz ir embora, lembra ? Essa experiência me veio como efeito realístico de que ninguém destrói algo que é verdadeiro. Você foi, mas voltou. Não por fraqueza, não por vingança, mas por amor, compromisso de lealdade. E assim como a rosa do livro, eu também sou arrogante e egoísta, também sei ser fria... E assim como o Pequeno Príncipe, você sabe ir por tantos lugares, conhecer tantas pessoas e ainda assim, mesmo assim, tem seu pensamento lá na rosa. Caiu como luva essa história na nossa trajetória de amizade, certo ? Como eu lhe disse, posso sim, às vezes, crescer pro mundo, nunca pra você. E daí que as estrelas não se apagam, que o sol e a lua sejam visíveis e infinitos, que a raposa seja sábia, que o leãozinho seja forte, que os querubins sejam amáveis, que a Cinderela tenha um final feliz ... ? Na lei da natureza as rosas murcham e esse era o meu grande medo, lembra ? Pois é. Eu, sendo rosa, feito a do planeta pequenino, depois de ver o príncipe pegar carona nos cometas e sair de lá, aprendi a ficar sozinha, a esperar sua volta. A força era saber que ele voltava... Sempre. Depois de eternidades longe dos teus cuidados, do teu carinho e atenção, decidi por mim mesma, desafiar as leis científicas e teimar, teimar muito. No fim, todos os personagens vão saber que podem existir tantas outras, mas porque te cativei serei única, e por ser única não posso deixar de existir na sua vida. O que você me diria se eu revelasse que aprendi a sobreviver ? Sim, porque você me ama, eu existo. E enquanto houver fidelidade nessa nossa amizade, eu estarei aqui por ti e sei que estarás aqui por mim também.
By: Hellen Reylla .
Só vc tem palavras suficientes para me deixar sem palavras.Muito obrigado meu Deus, por minha Rosa.Amo vc, com lágrimas e sorrisos no rosto nesse momento!!!
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